
De qualquer das formas, a partida de ontem foi ilustrativa de como a prazo as máquinas serão completamente imbatíveis no Xadrez. Não porque consigam resolver o problema integral do xadrez. Ou seja, com a tecnologia actual é impossível prever todos os lances, estes são mais do que os átomos do universo. No entanto, os algorítmos dos programas actuais tornaram-se de tal forma aperfeiçoados que conciliam a vantagem de um imenso processamento de cálculo com um fino jogo estratégico, até há pouco tempo o calcanhar de Aquiles dos computadores.
Kasparov surpreendeu-se com o facto da máquina não procurar gulosamente a vantagem material em alguns lances da última partida. O que já não foi surpreendente foi a forma implacável como esta não perdoou o flagrante erro do movimento da torre ao lance 32, por parte de Kasparov, deixando a torre desprotegida, perdendo de imediato um peão.

Nesta posição, Kasparov joga a torre para g7. Seguiu-se 33.Txe5!
A máquina não se cansa, joga sempre ao mesmo nível do primeiro ao último lance. Isto o ser humano não é capaz. Durante mais algum tempo ainda se vai manter a ilusão de que o jogo do Homem é superior ao da máquina, mas o desfecho final é inelutável.
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