terça-feira, dezembro 30, 2008

Ponte Lusitânia


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MÉRIDA (Espanha): Ponte Lusitânia.
A ponte Lusitânia é uma obra do engenheiro Santiago Calatrava Valls, construída a fim de preservar a velha ponte romana sobre o rio Guadiana. Foi uma obra de grande complexidade técnica que utilizou materiais de vanguarda.
O tabuleiro da ponte foi inspirado na cabeça de um touro. A ponte acabou por ser inaugurada em 1991.

sábado, dezembro 06, 2008

Jacob Backer

Autor: Jacob Backer Ano: c.1637

Jacob Backer (1609-1651). O pintor Jacob Adriaensz Backer, contemporâneo de Rembrandt, foi um pintor de sucesso na Idade do Ouro e um dos mais eminentes artistas de Amesterdão nos anos 40 do século XVII. Os seus contemporâneos admiravam-lhe a técnica requintada dos seus retratos.
Esta fama não chegou aos nossos dias e, agora, é quase desconhecido. Desde o século XIX que Rembrandt centrou em si todas as atenções dos amantes de arte e ofuscou praticamente todos os seus contemporâneos.
Durante muito tempo, pensou-se, incorrectamente, que Backer tinha sido aluno de Rembrandt. E embora o seu trabalho, numa fase inicial, tenha traços semelhantes, rapidamente a sua obra reflecte quase o oposto do trabalho de Rembrandt. Ao realismo, Backer apresenta-nos um idealismo, onde é quase impossível reconhecer uma emoção.
É considerado um dos pioneiros do classicismo, em Amesterdão, por causa das suas grandes composições de cores vivas e equilibradas.
Sabe-se que, à semelhança de Rembrandt, trabalhou para o negociante de arte Hendrick Uylenburgh. Tornou-se um pintor da moda, com um prolixo e intenso trabalho. Estão-lhe atribuídas cerca de 140 obras, num período de duas décadas.
Ao contrário de Rembrandt, não teve uma vida atribulada, cheia de dívidas e processos judiciais. Os registos dão-nos uma imagem de Backer como um autêntico cavalheiro, respeitado por todos.
É possível admirar uma grande retrospectiva da sua obra no Rembrandthuis Museum Het, até finais de Fevereiro de 2009.

domingo, novembro 23, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008

sábado, novembro 15, 2008

Lucy

Lucy é o nome do esqueleto, de uma quase completa Australopithecus afarensis, encontrado em 1974 na localidade Afar (AL) 228, um sítio arqueológico na região Hadar, sobre o Triângulo Afar da Etiópia. Os 52 ossos encontrados datam de cerca de 3,18 milhões de anos e, apesar de não terem sido os únicos encontrados na região, pois até ao momento mais de 360 esqueletos foram lá encontrados, a sua descoberta popularizou o tema das origens do Homem. Ainda mais, após o baptismo de Lucy, em homenagem à famosa canção dos Beatles, muito escutada na época.
A descoberta de Lucy provou a enorme importância da bipedia para o desenvolvimento do cérebro. Na época em que Lucy viveu, a América ainda não se tinha destacado de África e a Península Arábica ainda não se tinha formado, a região de Afar não era desértica, predominava a savana e a floresta e a bipedia constituiu uma adaptação à vida em áreas mais abertas. A postura erecta protege mais o corpo da luz solar, mantendo-o mais frio, apesar das áreas sem sombra. Também permitia a estes seres proteger-se melhor dos perigos escondidos no 'capim' da savana e libertar as mãos para tarefas mais úteis como a utilização e, mais tarde, o fabrico de instrumentos. Assim, Lucy aparece-nos como um ser híbrido, em que da cintura para baixo parece-se com um ser humano e da cintura para cima parece-se com um macaco. O seu crânio não era maior que o de um chimpanzé actual.

quarta-feira, novembro 12, 2008

domingo, novembro 02, 2008

Palácio Nacional da Pena


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SINTRA (Portugal): Palácio Nacional da Pena. Constitui uma das expressões máximas do Romantismo aplicado ao património edificado no séc. XIX em Portugal. Este extraordinário Monumento Nacional deve-se inteiramente à iniciativa de D. Fernando de Saxe Coburgo-Gotha, que casou com a Rainha D. Maria II, em 1836.

sexta-feira, outubro 31, 2008

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BRAGA: Nave central da Sé Catedral.
Considerada o mais importante e complexo monumento de Braga, na Sé reflectem-se variadas correntes estilísticas. Começou por ser uma imponente igreja que, no século XIII, é dotada da românica Porta do Sol. Um século mais tarde, são-lhe acrescidas as Capelas exteriores de São Gonçalo, da Glória e dos Reis, onde se encontram
os túmulos de D. Henrique e D. Teresa. No século XVI, a Sé sofre novas transformações: o retábulo da Capela-Mor é remodelado em estilo "plateresco".
Dos sucessivos mandos e desmandos do século XVII, XVIII e XIX, restam apenas o frontal em talha dourada do altar da Capela do Santíssimo Sacramento, os admiráveis órgãos, o cadeiral e os
azulejos das capelas.

FonteDescobrir Portugal

sábado, outubro 18, 2008

Rei e Rainha

Autor: Henry Moore Ano: 1952-53

Desde a década de 30 do século XX que uma ampla corrente de escultores modernistas se propunha reflectir nas suas obras o próprio poder criador da Natureza. Nenhum artista terá, porém, levado tão longe esse programa como Henry Moore. Sem abandonar a vertente construtivista do modernismo, mas revitalizando-a com as influências das culturas não-europeias, nomeadamente da estatuária ameríndia, Moore reinventou a figura humana, motivo preferencial das suas esculturas. Na sua longa série de “Figuras reclinadas”, as formas maciças foram ganhando cada vez maior ritmo e recorte, com os seus espaços ocos e as suas curvas pujantes, assemelhando-se à ondulação de colinas e vales ou à rotundidade das rochas. Igualmente se foi intensificando, na sua obra, a expressão lírica ou dramática, de que é particular exemplo o impressionante grupo escultórico em bronze “Rei e Rainha”, erguido nas terras montanhosas da Escócia. Apesar do perfil esguio das figuras, pouco vulgar nos trabalhos de Moore, encontra-se nesta peça monumental o mesmo recorte, o mesmo movimento ondulatório das formas – aqui porventura mais agreste –, por onde circula a própria força dinâmica da natureza em que está inserida.
Recentemente esta escultura foi reparada devido a actos de vandalismo que cortaram as cabeças das esculturas. Sinais do mundo em que vivemos...

Fonte: História Nove; Maria Emíla Dinis e outros...

segunda-feira, outubro 13, 2008

quarta-feira, outubro 08, 2008

domingo, setembro 28, 2008

Viollet-le-Duc

Viollet-le-Duc (1814-1879)

"Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo num estado completo que pode nunca ter existido num dado momento."

É com estas palavras que Viollet-le-Duc sintetiza toda a sua polémica teoria acerca do restauro. Ele assume que o restaurador não tem que se preocupar unicamente com o trazer de volta o estado original de determinada obra (neste caso de arquitectura) mas sim restabelecê-la num todo harmónico que se aproxime do todo conceptual que, pelas mais diversas razões, pode nunca ter sido atingido, mesmo no momento da sua construção original.
As suas reconstruções mostram-nos uma Idade Média não exactamente como ela foi , mas como ela deveria ter sido se os artistas e construtores fossem coerentes e não tivessem constrangimentos em levar até ao fim as suas ideias e as suas obras.
Viollet-le-Duc procurava entender um sistema e conceber um modelo ideal, impondo em seguida o esquema idealizado.
Quando visitamos os monumentos emblemáticos da medievalidade francesa (Catedral de Notre-Dame de Paris, Saint-Michelle, Carcassone, Amiens, etc.) estamos a contemplar este ideal que nunca existiu tal como o vemos, mas sem dúvida que é bem mais impressionante assim e o nosso imaginário medieval não seria aquilo que é hoje sem a acção deste homem.

Eugène Emmanuel Viollet-le-Duc (1814-1879) nasceu no seio de uma estável família burguesa. O seu pai era um funcionário público amante de livros e a sua mãe era irmã de Étienne Jean Delécluze, um pintor e crítico de arte formado na escola de David. Assim, a sua casa e a do seu tio eram frequentadas por artistas e intelectuais do seu tempo que desempenharam um papel importante na sua formação intelectual e desenvolvimento profissional.
Apesar de na França a cultura clássica ter um peso considerável no século XIX, pois dominava claramente a estética da arquitectura oficial, o interesse pela Idade Média foi-se progressivamente acentuando, tal como na Alemanha ou Inglaterra, revestindo-a com um carácter nacionalista tão em voga na época.
O estado calamitoso em que estavam alguns dos emblemáticos edifícios medievais franceses no período pós-revolução e o conhecimento mais aprofundado que Viollet teve destes, após viajar pela França nos anos 30 do século XIX, aliado ao despontar do interesse pelo restauro, fez com que ele passados poucos anos já fosse considerado um especialista em restauro e nomeado inspector geral dos edifícios diocesanos o que fez com que participasse na elaboração e avaliação de projectos de restauração, tendo uma influência decisiva sobre muitos desses restauros.
Da sua prolixa obra escrita destacamos o "Dictionnaire Raisonné de l´Architecture Française du XIe au XVIe Siécle" , um legado monumental absolutamente indispensável para compreender a sua obra e a herança que, de forma indelével, povoa a nossa imaginação.

quinta-feira, setembro 25, 2008

terça-feira, setembro 16, 2008

O guardião do claustro...


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GUIMARÃES (Portugal): Claustro da Igreja de S. Domingos. Em primeiro plano, o fiel guardião deste espaço - o gato Óscar.

domingo, setembro 14, 2008

O Peixe Dourado

AUTOR: Paul Klee ANO: 1925

Paul Klee era um desenhador supremo, um dos maiores coloristas da história da pintura e talvez o mais individualista de todos os artistas modernos. Criou o seu próprio mundo, com uma estranha fauna e flora próprias. Depois de fazer uma primeira opção entre a pintura e a música, tornou-se um dos artistas modernos mais poéticos e inventivos. Foi professor da Bauhaus em Weimar e Dessau e depois na academia de Düsseldorf, até ser expulso pelos nazis. O Peixe Dourado ilustra bem o brilhantismo do uso da cor. Este, desliza através do reino da sua liberdade subaquática e todos os outros peixes mais pequenos abrem caminho ao seu corpo resplandecente. O azul das plantas e o vermelho dos peixes transformam-se, algures, em lilás, a cor complementar. Trata-se de um peixe mágico com sinais rúnicos no corpo, barbatanas escarlates e um olho que é uma grande flor rosada. Majestoso, ele está suspenso no ambiente azul-escuro e mágico do mar, iluminado por imagens secretas de fertilidade. Esta nobreza tranquila, o brilho, a solidão, o aspecto geral, tudo faz parte da realidade do próprio Klee, que se celebrizou devido a obras como esta, aberta ao livre curso de interpretações que toda a simbologia ajuda a formular.

terça-feira, setembro 02, 2008

terça-feira, agosto 26, 2008

O Funeral de S. Boaventura

Francisco Zurbarán (c. 1629)

Ao contemplar algumas obras de Zurbarán a minha imaginação voa para a Espanha tenebrosa dos esbirros da Inquisição. A penumbra e os hábitos sinistros dos monges retratados fazem com que sintamos a proximidade de um Torquemada e um inexplicável fascínio mórbido pela reminiscência lúgubre desta época. Zurbarán ficou conhecido como «pintor de frades» porque retratava os monges do seu tempo em todos os aspectos das suas vidas práticas e espirituais. Tornou-se o pintor modelo da austera religiosidade espanhola. Demonstrou uma perícia extraordinária na criação de efeitos de luz e sombra e na evocação do sentimento religioso. Além do espiritualismo, são também famosas as suas naturezas mortas que revelam uma forte concentração nos pormenores. Com a ascensão de Murillo, a fama de Zurbarán apaga-se e acaba nos últimos anos pobre e quase esquecido. No Fúneral de S. Boaventura os actores humanos do drama estão inundados de luz no meio de uma profunda escuridão. Vestido com as vestes brancas brilhantes de um bispo, segurando a cruz nas mãos dobradas, o corpo do santo jaz no ataúde coberto de um sumptuoso brocado, com a mitra vermelha de cardeal aos seus pés. O Papa Gregório X, que o tinha nomeado cardeal-bispo de Albano em 1273, está de pé, com a sua barba branca, ao lado do rei, a quem parece estar a explicar os méritos do homem morto. A maioria das pessoas, no entanto, são simples monges franciscanos com os seus hábitos castanhos acinzentados rezando pensativamente ou contemplando meditativamente o homem morto. Zurbarán pinta o santo com a sua face cheia de desejo místico mesmo na morte.
No funeral de João Paulo II veio-me à mente muitas vezes esta imagem.



segunda-feira, agosto 18, 2008

domingo, agosto 10, 2008

quinta-feira, agosto 07, 2008

Livro de Kells


AUTOR: Anónimo
ANO: c.800

Nenhuma tradição artística levou tão longe a perfeição do grafismo geométrico como nas iluminuras celtas. Todas as maiúsculas são tratadas com uma fantasia delirante e nelas estão incluídas cenas figurativas com uma liberdade ilimitada mas, paradoxalmente, controlada. Pela técnica, imaginação e força plástica, o livro de Kells é considerado o supremo representante da arte irlandesa e um dos mais valiosos livros de toda a história da arte.
O historiador de arte alemão Lamprecht descreve da seguinte forma este trabalho: "Há certos motivos simples cujo entrelaçar e conjugar determina o carácter destas decorações. No início há unicamente o ponto, a linha e a fita; mais tarde empregam-se a curva, o círculo, a espiral, o ziguezague e um motivo em forma de S. Na verdade, bem parca riqueza de motivos! Mas que variedade se consegue no seu emprego judicioso! Aqui os motivos correm paralelos, ali entrelaçados, ou entretecidos, ou atados ou entrançados, ou então relacionados num xadrez simétrico de nós e tranças. Assim se envolvem fantasticamente intrincados, em quebra-cabeças que buscam solução, cujas convoluções parecem já procurar-se, já esconder-se, e cujas partes componentes, por assim dizer carregadas de sensibilidade, cativam a vista e os sentidos num movimento cheio de apaixonada vitalidade."
Sem dúvida que os monges da Irlanda sentiam pelos livros um amor invulgar naquela época e o manuscrito com a palavra de Deus era um objecto sagrado cuja beleza visual devia reflectir a importância do conteúdo. Pena foi que esse impulso artístico fosse interrompido pela invasão dos Vikings, que destruíram os centros monásticos irlandeses.

quarta-feira, julho 30, 2008

Catedral de Reims


AUTOR: Jean l'Orbais (planos originais - séc. XIII)
ANO: 1211-1400

Tenho, no que à arquitectura diz respeito, um imenso fascínio pelo gótico. O que é inteiramente racional não satisfaz por completo a minha sensibilidade estética. A arte deve dilatar a mente um pouco para além dos limites da compreensão. A arquitectura gótica é uma arte que alcança os seus efeitos mais transcendentes obedecendo a leis geométricas tão estritas como as que determinam as pirâmides; mas, aqui, a geometria é a servidora da arte e não o contrário. Assim, tenho perante uma catedral gótica aquela sensação de esmagamento, de sentir-me imensamente pequeno, mas com o conforto de saber que estou perante uma obra humana e que o engenho do homem realmente não tem limites. O “Gótico”, assim chamado cinicamente pelos italianos que consideravam este estilo bárbaro, desabrochou na Ilha de França, no século XII. Daqui expandiu-se rapidamente para os países vizinhos, muito pela acção dos monges Cistercienses (os “missionários do gótico”). Estes, procuravam erguer abóbadas cada vez mais altas, sobre paredes bem rasgadas por vãos preenchidos com vitrais, tornando-se autênticos santuários de vidro. Carlos VIII chamou à Catedral de Reims “a mais nobre de todas as igrejas do reino de França” e, sem dúvida, representa o ideal gótico de construção religiosa. A perfeição harmoniosa das suas articulações distingue esta catedral do seu modelo de Chartres; as acentuadas linhas verticais levam-nos o olhar a admirar o impulso ascendente das ogivas (a 38m de altura). No exterior podemos ver como as magníficas esculturas se fundem perfeitamente com os elementos arquitectónicos. A elegância da composição e a riqueza da decoração tornam a fachada de Reims a mais reputada das fachadas góticas.

terça-feira, julho 29, 2008

Palácio Mateus


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VILA REAL (Portugal): Palácio Mateus.

O edifício barroco é da primeira metade do século XVIII. Foi mandado construír por António José Álvares Botelho Mourão, terceiro morgado de Mateus. O projecto é atribuído ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni.

terça-feira, julho 15, 2008

domingo, julho 13, 2008

A Tempestade

Giorgione (c. 1508)

Este é talvez um dos quadros mais misteriosos de toda a história de arte. Ninguém até agora conseguiu identificar o tema desta pintura, embora tenham sido apresentadas muitas teorias. Em 1530 este quadro foi descrito como «Paisagem em tela com tempestade, ciganas e soldado». Alguns especialistas sugerem que em vez da cigana teremos a Virgem Maria com o menino. Mas, a ser assim, como explicar a sua nudez? Outros, aventam que se trata de uma alegoria pastoril, com a tempestade ao fundo representando a Fortuna, sempre imprevisível e incerta… Uma análise do quadro através de raios X mostra que a figura do soldado, ou pastor, foi pintada por cima de outra figura feminina despida, o que contribui para adensar mais o mistério. Toda a pintura está embrenhada de elementos de forte simbologia: a cegonha, a serpente, os pilares quebrados (referência a Sansão e à sua força), etc. O autor do quadro, Giorgione, teve uma existência muito curta. Morreu aos 32 anos, com a peste que regularmente assolava a cidade de Veneza pelo Verão. Todavia, apesar de poucos quadros lhe serem inegavelmente imputados (apenas cinco!), granjeou uma fama inolvidável. Esta pequena pintura “A Tempestade” inaugurou de forma revolucionária a chamada pintura de paisagem. O espantoso cenário não constitui apenas um fundo onde se movimentam as personagens. A paisagem tem existência própria e a luz está impregnada do tom sobrenatural que caracteriza uma tempestade.

sexta-feira, julho 11, 2008

Catedral de Santander


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SANTANDER (Espanha): Catedral de Santander. A actual Catedral (Catedral de Nossa Senhora de Assunção) está formada por duas igrejas sobrepostas de estilo gótico. A inferior foi construída no primeiro terço do século XIII e a outra nos restantes anos do mesmo século. Grande parte teve de ser reconstruída depois do grande incêndio de 1941.

domingo, julho 06, 2008

Dormitório do Mosteiro de Alcobaça


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ALCOBAÇA (Portugal): Dormitório do Mosteiro de Alcobaça.

O dormitório medieval era um espaço único, ficava virado a Este, para ter sol logo de manhã, os catres estavam separados por divisórias baixas, e os monges dormiam vestidos. Nos finais do séc.XVI, o dormitório medieval foi dividido, deixando a nave central como corredor de acesso aos quartos nas duas naves laterais.

quarta-feira, julho 02, 2008

Ponte de São Gonçalo


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AMARANTE (Portugal): Ponte de São Gonçalo.

Esta ponte foi reconstruída em 1782, depois de se ter desmoronado parcialmente a ponte existente, nas cheias de 1763. O projecto foi de Carlos Amarante, e abriu ao trânsito em 1790. No ano de 1791 completaram-na com quatro obeliscos, apoiados sobre esferas, que assinalam os extremos da ponte. Os pilares, com contrafortes de planta triangular, dão origem a quatro miradouros semicirculares, com bancadas em pedra.
Em 1809, esta ponte foi alvo de um acontecimento marcante, resultante das invasões francesas.

sexta-feira, junho 27, 2008

A Leoa Ferida

Anónimo - Século VII a. C.

(Londres, British Museum)

Na arte, os assírios inspiraram-se fortemente nas realizações sumérias, todavia reinterpretaram-nas e deram-lhes um carácter próprio. Nos baixos-relevos, as caçadas régias aos leões são um tema recorrente para a glorificação pessoal do monarca. Destes, sempre me impressionou esta imagem da leoa moribunda, do palácio de Assurbanipal, que possui (como diz H. W. Janson) “uma inesquecível grandeza trágica”. A rigidez das patas traseiras, devido à espinha quebrada, revela uma atenta observação por parte do artista, certamente familiarizado com estas caçadas. Este, apesar de não reproduzir com total exactidão anatómica o animal, captou com uma expressividade impressionante a sua agonia. A leoa, apesar de ferida de morte, arrasta-se ainda a rugir, pronta a atacar. As curvas fluidas traduzem notavelmente o movimento do animal.

terça-feira, junho 24, 2008

Rua de Santa Maria


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A Rua de Santa Maria é uma rua de origem medieval no centro histórico de Guimarães, que presentemente liga a Praça da Oliveira ao Largo do Carmo.
Foi durante muitos séculos a mais importante rua de Guimarães e onde morava a maioria da sua elite.

domingo, junho 15, 2008

A Grande Vaga

Katsushika Hokusai (1831)

Hokusai (1760-1849), é, sem dúvida, o mais famoso artista japonês no Ocidente, apesar de só conhecermos um reduzido número dos seus mais de 30.000 trabalhos. Ele era inquieto, excêntrico e a sua obra foi tão extravagante como ele próprio - um modernista antes do seu tempo. Era pouco dado a convenções e viveu sempre crivado de dívidas. Mudava de residência e de pseudónimo várias vezes. O desenho de Hokusai é de uma total mestria e de um perfeito virtuosismo. A simplicidade arrojada dos seus desenhos e a utilização da cor influenciou grandemente artistas europeus, especialmente Édouard Manet e o seu círculo. Pintava sem descanso, representou a mesma montanha (Fujiama) várias vezes, tal como Cézanne fez com o Monte St. Victoire. Destas representações do monte Fuji surge “A Grande Vaga”. Esta tornou-se a onda mais famosa no mundo. Neste trabalho vemos três barcos entre as vagas turbulentas, com o monte Fuji ao longe. O movimento ascendente da enorme vaga eleva a tensão e a sua crista espumosa surge como garras ameaçadoras para com os pequenos barcos, carregados de pobres pescadores.