sábado, abril 30, 2011

OBRAS PRIMAS: A Adoração dos Reis Magos

Giotto: A Adoração dos Reis Magos

Esta pintura a fresco decora o interior da Capela de Arena de Pádua, no Norte de Itália. Aqui, Giotto representa a chegada dos Reis Magos para adorar o Menino, trazendo ouro (pureza), incenso (divindade) e mirra (talvez relacionado com o sofrimento e morte de Jesus).
Giotto (c. 1267-1337) é, por muitos, considerado o pai do Renascimento italiano e o fundador da pintura moderna, muito apreciado, mesmo em vida. Segundo a documentação existente era o mais afamado pintor da sua geração.
Reza a lenda que Giotto foi descoberto por Cimabue quando, ainda rapaz, fazia desenhos das ovelhas do pai. Foi certamente discípulo de Cimabue, mas cedo se tornou autónomo e influente ao ponto de ser aclamado pelo poeta italiano Dante na “Divina Comédia”.
Nesta pintura é bem patente a sua maestria, na forma convincente como dá um aspecto tridimensional à cena, no volume das figuras, na sugestão do carácter das pessoas.
Também é visível aqui alguma infantilidade ou ingenuidade, como o camelo com olhos azuis e orelhas de burro. O abrigo não é mais do que uma mesa com pernas altas.
Os azuis estão muito estragados porque era tecnicamente impossível aplicar o pigmento (lápis-lazúli) ao estuque húmido, pelo que tinha de ser sobreposto ao estuque seco.
Curiosa a imagem da estrela que guiou os Reis Magos a não deixar muitas dúvidas de que se tratava de um cometa.

quinta-feira, abril 21, 2011

Lagoa das Sete Cidades


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PONTA DELGADA (Portugal): Lagoa das Sete Cidades.

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A Caldeira das Sete Cidades é o maior lago de água doce dos Açores, ocupando uma área de 4,35 km quadrados na parte oeste da ilha de São Miguel. A lagoa das Sete Cidades é um duplo lago composto pelas lagoas Verde e Azul, ligadas por canal pouco profundo atravessado por uma ponte baixa sobre a qual passa a estrada de acesso à freguesia das Sete Cidades.

sábado, abril 02, 2011

Nanotecnologia


A nanotecnologia é a manipulação e o fabrico de materiais e dispositivos à escala de átomos ou de pequenos grupos de átomos. A "nanoescala" mede-se em nanómetros, ou bilionésimos de um metro (a origem do prefixo é nanos, a palavra grega para "anão"). Um nanómetro está para um metro, como uma avelã está para o planeta Terra.

Os materiais de construção nesta escala frequentemente apresentam distintas propriedades físicas e químicas devido aos efeitos mecânicos dos quanta. Um exemplo é o ouro, que tem uma cor distintamente amarela e uma reatividade química muito baixa, à nanoescala torna-se vermelho e actua como um catalisador, acelerando as reações entre outras substâncias. Isto ocorre devido à alteração da proporção entre a sua superfície e o seu volume.

Embora muitos dispositivos utilizáveis a esta pequena escala possam estar a décadas de distância, as técnicas para trabalhar à nanoescala tornaram-se essenciais para a engenharia electrónica e alguns materiais começaram a aparecer em produtos de consumo. Por exemplo, milhares de milhões de microscópicos "nanowhiskers", cada um com cerca de 10 nanómetros de comprimento, têm sido molecularmente enganchados em fibras naturais e sintéticas para conferir resistência a peças de roupas e outros tecidos; nanocristais de óxido de zinco têm sido utilizados para criar protetores solares capazes de deflectir as radiações ultravioletas. Nanocristais de prata foram incorporados em
ligaduras para matar as bactérias e prevenir infecções.


No futuro, será possível revestir a superfície de nanopartículas com material biológico com agentes ativos capazes de se ligarem às células cancerígenas; nanoestruturas capazes de suprimir a formação de vasos sanguíneos para a irrigação de tumores, etc.

domingo, março 20, 2011

Igreja de S. Gonçalo


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AMARANTE (Portugal): Igreja de S. Gonçalo.

Fundado em 1540, o convento dominicano de São Gonçalo de Amarante foi construído no local onde se erguia uma pequena ermida medieval dedicada ao santo eremita. A edificação do cenóbio prolongou-se até ao reinado de Filipe I, e embora, numa primeira fase, a direcção das obra fosse atribuída a Frei Julião Romero, a feição maneirista que hoje apresenta o convento amarantino deve-se ao risco do arquitecto Mateus Lopes (RUÃO, 1995, p.24).

sábado, março 12, 2011

O Cavalo de Tróia













Na mitologia grega, um grande cavalo oco, feito de madeira, usado pelos Gregos para vencerem a guerra de Tróia. Os soldados esconderam-se dentro do cavalo, o qual foi deixado fora dos portões de Tróia fingindo ser uma inofensiva oferta aos deuses. Os Troianos não deram ouvidos a um sacerdote chamado Laocoonte, que os aconselhou a não levarem o cavalo para dentro da cidade, dizendo que «não confiava nos Gregos, mesmo quando traziam presentes». Os soldados saíram à noite do cavalo e abriram as portas da cidade ao exército grego, que aguardava.
Esta história é contada na Ilíada, de Homero. Atualmente, sabemos que esta história não se baseou apenas em lenda e imaginação. De facto, baseia-se em episódios de uma guerra real entre os gregos do último período micênico e os habitantes de Tróada, na Anatólia, parte da atual Turquia cerca de 1200 a.C., 400 anos antes do poema ser escrito.