sábado, abril 02, 2011

Nanotecnologia


A nanotecnologia é a manipulação e o fabrico de materiais e dispositivos à escala de átomos ou de pequenos grupos de átomos. A "nanoescala" mede-se em nanómetros, ou bilionésimos de um metro (a origem do prefixo é nanos, a palavra grega para "anão"). Um nanómetro está para um metro, como uma avelã está para o planeta Terra.

Os materiais de construção nesta escala frequentemente apresentam distintas propriedades físicas e químicas devido aos efeitos mecânicos dos quanta. Um exemplo é o ouro, que tem uma cor distintamente amarela e uma reatividade química muito baixa, à nanoescala torna-se vermelho e actua como um catalisador, acelerando as reações entre outras substâncias. Isto ocorre devido à alteração da proporção entre a sua superfície e o seu volume.

Embora muitos dispositivos utilizáveis a esta pequena escala possam estar a décadas de distância, as técnicas para trabalhar à nanoescala tornaram-se essenciais para a engenharia electrónica e alguns materiais começaram a aparecer em produtos de consumo. Por exemplo, milhares de milhões de microscópicos "nanowhiskers", cada um com cerca de 10 nanómetros de comprimento, têm sido molecularmente enganchados em fibras naturais e sintéticas para conferir resistência a peças de roupas e outros tecidos; nanocristais de óxido de zinco têm sido utilizados para criar protetores solares capazes de deflectir as radiações ultravioletas. Nanocristais de prata foram incorporados em
ligaduras para matar as bactérias e prevenir infecções.


No futuro, será possível revestir a superfície de nanopartículas com material biológico com agentes ativos capazes de se ligarem às células cancerígenas; nanoestruturas capazes de suprimir a formação de vasos sanguíneos para a irrigação de tumores, etc.

domingo, março 20, 2011

Igreja de S. Gonçalo


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AMARANTE (Portugal): Igreja de S. Gonçalo.

Fundado em 1540, o convento dominicano de São Gonçalo de Amarante foi construído no local onde se erguia uma pequena ermida medieval dedicada ao santo eremita. A edificação do cenóbio prolongou-se até ao reinado de Filipe I, e embora, numa primeira fase, a direcção das obra fosse atribuída a Frei Julião Romero, a feição maneirista que hoje apresenta o convento amarantino deve-se ao risco do arquitecto Mateus Lopes (RUÃO, 1995, p.24).

sábado, março 12, 2011

O Cavalo de Tróia













Na mitologia grega, um grande cavalo oco, feito de madeira, usado pelos Gregos para vencerem a guerra de Tróia. Os soldados esconderam-se dentro do cavalo, o qual foi deixado fora dos portões de Tróia fingindo ser uma inofensiva oferta aos deuses. Os Troianos não deram ouvidos a um sacerdote chamado Laocoonte, que os aconselhou a não levarem o cavalo para dentro da cidade, dizendo que «não confiava nos Gregos, mesmo quando traziam presentes». Os soldados saíram à noite do cavalo e abriram as portas da cidade ao exército grego, que aguardava.
Esta história é contada na Ilíada, de Homero. Atualmente, sabemos que esta história não se baseou apenas em lenda e imaginação. De facto, baseia-se em episódios de uma guerra real entre os gregos do último período micênico e os habitantes de Tróada, na Anatólia, parte da atual Turquia cerca de 1200 a.C., 400 anos antes do poema ser escrito.

domingo, fevereiro 13, 2011

Dadaísmo


















Raoul Hausmann, ABCD, 1923-1924

Movimento que abrange todos os géneros artísticos e expressa uma proposta niilista contra a cultura ocidental, especialmente contra o militarismo e a instabilidade social e cultural desencadeada pela I Guerra Mundial. Criado, em 1916, por Tristan Tzara (que deu o nome ao movimento), o escritor alemão Hugo Ball, o artista alsaciano Jean Arp e outros intelectuais residentes em Zurique (Suíça), o movimento Dadá foi influenciado pela revolução contra a arte convencional liderada por Man Ray, Marcel Duchamp e Francis Picabia e estendeu-se a outras cidades como Nova York, Berlim, Colónia e Paris.
Este movimento não constitui propriamente um estilo artístico mas estimula o trabalho colaborativo, a espontaneidade e o acaso na produção artística. As suas ideias, derivadas da tradição romântica, baseavam-se no apelo ao subconsciente e na crença da bondade intrínseca do homem quando não corrompido pela sociedade. Na ânsia de rejeitar os moldes tradicionais de produção artística, os dadaístas utilizaram técnicas revolucionárias, como colagens e fotomontagens, em vez da pintura e escultura propriamente ditas. Frequentemente usaram métodos artísticos e literários intencionalmente incompreensíveis, criando místicas performances teatrais e organizando escandalosas exposições. Como exemplo, o Urinol ("La Fountain") de Marcel Duchamp (1917) levantou um debate insanável sobre o que é a arte.
















"La Fountain" de Marcel Duchamp (1917)

Apesar deste movimento não ter deixado uma herança imediata e uma escola formal de seguidores, todavia, devido ao seu gosto pelo non sense e pelo irracional, o dadaísmo teve um papel fundamental no desenvolvimento do Surrealismo na década de 20, especialmente na França. Foi igualmente precursor de muitos movimentos artísticos formados na segunda metade do século, como a Arte Pop, a Arte Cinética e o Fluxus, de expressões como o happening e a performance e até do Punk Rock dos anos 70.

Fontes:
  • Dadaísmo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-02-13]. Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$dadaismo
  • Stephen C. Foster, Crisis and the Arts: The History of Dada
  • William S. Rubin, Dada, Surrealism, and Their Heritage