sábado, março 12, 2011

O Cavalo de Tróia













Na mitologia grega, um grande cavalo oco, feito de madeira, usado pelos Gregos para vencerem a guerra de Tróia. Os soldados esconderam-se dentro do cavalo, o qual foi deixado fora dos portões de Tróia fingindo ser uma inofensiva oferta aos deuses. Os Troianos não deram ouvidos a um sacerdote chamado Laocoonte, que os aconselhou a não levarem o cavalo para dentro da cidade, dizendo que «não confiava nos Gregos, mesmo quando traziam presentes». Os soldados saíram à noite do cavalo e abriram as portas da cidade ao exército grego, que aguardava.
Esta história é contada na Ilíada, de Homero. Atualmente, sabemos que esta história não se baseou apenas em lenda e imaginação. De facto, baseia-se em episódios de uma guerra real entre os gregos do último período micênico e os habitantes de Tróada, na Anatólia, parte da atual Turquia cerca de 1200 a.C., 400 anos antes do poema ser escrito.

domingo, fevereiro 13, 2011

Dadaísmo


















Raoul Hausmann, ABCD, 1923-1924

Movimento que abrange todos os géneros artísticos e expressa uma proposta niilista contra a cultura ocidental, especialmente contra o militarismo e a instabilidade social e cultural desencadeada pela I Guerra Mundial. Criado, em 1916, por Tristan Tzara (que deu o nome ao movimento), o escritor alemão Hugo Ball, o artista alsaciano Jean Arp e outros intelectuais residentes em Zurique (Suíça), o movimento Dadá foi influenciado pela revolução contra a arte convencional liderada por Man Ray, Marcel Duchamp e Francis Picabia e estendeu-se a outras cidades como Nova York, Berlim, Colónia e Paris.
Este movimento não constitui propriamente um estilo artístico mas estimula o trabalho colaborativo, a espontaneidade e o acaso na produção artística. As suas ideias, derivadas da tradição romântica, baseavam-se no apelo ao subconsciente e na crença da bondade intrínseca do homem quando não corrompido pela sociedade. Na ânsia de rejeitar os moldes tradicionais de produção artística, os dadaístas utilizaram técnicas revolucionárias, como colagens e fotomontagens, em vez da pintura e escultura propriamente ditas. Frequentemente usaram métodos artísticos e literários intencionalmente incompreensíveis, criando místicas performances teatrais e organizando escandalosas exposições. Como exemplo, o Urinol ("La Fountain") de Marcel Duchamp (1917) levantou um debate insanável sobre o que é a arte.
















"La Fountain" de Marcel Duchamp (1917)

Apesar deste movimento não ter deixado uma herança imediata e uma escola formal de seguidores, todavia, devido ao seu gosto pelo non sense e pelo irracional, o dadaísmo teve um papel fundamental no desenvolvimento do Surrealismo na década de 20, especialmente na França. Foi igualmente precursor de muitos movimentos artísticos formados na segunda metade do século, como a Arte Pop, a Arte Cinética e o Fluxus, de expressões como o happening e a performance e até do Punk Rock dos anos 70.

Fontes:
  • Dadaísmo. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-02-13]. Disponível na www: http://www.infopedia.pt/$dadaismo
  • Stephen C. Foster, Crisis and the Arts: The History of Dada
  • William S. Rubin, Dada, Surrealism, and Their Heritage

domingo, janeiro 30, 2011

Igreja de Santa María del Azogue


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PUEBLA DE SANABRIA (Espanha): Igreja de Santa María del Azogue.
A cabeceira poligonal, com a abóbada de cruzaria de ogivas, já pertence ao gótico tardio.

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quinta-feira, janeiro 27, 2011

Escadório do Bom Jesus


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BRAGA (Portugal): Escadório do Bom Jesus.

Os Escadórios do Bom Jesus ligam a parte alta da cidade de Braga ao Santuário do Bom Jesus do Monte. Seguem um percurso paralelo ao Elevador. Ao longo do escadório estão capelas que representam a Via Sacra. Vencem um desnível de 116 metros.

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sábado, janeiro 22, 2011

"Domingo Sangrento"














No dia 22 de Janeiro de 1905, a um Domingo, estala, em S. Petersburgo, a primeira das revoluções russas do século XX, conhecida como "Domingo Sangrento".
Tudo começou quando após uma onda de greves, o líder da assembleia de trabalhadores, o sacerdote Georgy Gapon, resolve apresentar directamente ao Czar Nicolau II as queixas dos trabalhadores. Convocou, então, uma grande manifestação em frente ao palácio de Inverno do Czar. Apesar destes se manifestarem pacificamente, transportando ícones religiosos e petições sobre as reformas desejadas, as tropas czaristas, lideradas pelo tio do Czar, o Grão Duque Vladimir (o Czar estava ausente da cidade), abriram fogo sobre os manifestantes.
O massacre foi terrível, pois estima-se que foram mortos mais de 500 manifestantes. Este gesto vai levantar revoltas por todo o país entre os trabalhadores das fábricas, camponeses e até das forças armadas, o que abalou seriamente o regime czarista. Nicolau II foi obrigado a fazer algumas concessões, nomeadamente a criação da Duma (Parlamento) para acalmar os ânimos da população.