sexta-feira, janeiro 21, 2011

Nave central da Catedral de Notre-Dame


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PARIS (França): Nave central da Catedral de Notre-Dame.

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quarta-feira, janeiro 12, 2011

Templo de Debod


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MADRID (Espanha): Templo de Debod.

O templo egípcio de Debod, construído no século II a. C., foi salvo da área inundada pela barragem de Assuão e oferecido à Espanha como tributo aos engenheiros espanhóis envolvidos no projecto. O templo, esculpido com baixos-relevos, está alinhado com duas das suas tr~es portas originais. Situa-se num terreno elevado sobre o rio Manzanares, nos jardins do Parque del Oeste.

segunda-feira, janeiro 03, 2011

«Ozymandias»












Fotocomposição de Michael Fairchild


Encontrei um viajante de uma terra antiga,
Que disse - «Duas vastas pernas de pedra sem tronco
Erguem-se no deserto… Perto delas, na areia,
Meio enterrado jaz um rosto despedaçado, cuja carranca
E lábio franzido e esgar de fria autoridade
Dizem que o seu escultor leu bem essas paixões
Que ainda sobrevivem, estampadas nessas coisas inertes,
A mão que delas troçou e o coração que as alimentou;
E no pedestal, estas palavras surgem:
O meu nome é Ozymandias, Rei dos Reis,
Olhai as minhas Obras, ó Poderosos, e desesperai!
Nada resta à volta. Em torno da decadência
Daquele colossal Destroço, ilimitado e nu,
As solitárias e lisas areias estendem-se infinitas.»

Percy Bysshe Shelley, «Ozymandias», 1818

segunda-feira, dezembro 27, 2010

sábado, dezembro 18, 2010

Castelo de Guimarães


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GUIMARÃES (Portugal): Castelo de Guimarães (ou Castelo de São Mamede) - Séc. X.
Construído por Mumadona Dias, durante o século X, para defesa do mosteiro beneditino edificado pela condessa. O castelo foi ampliado por D. Henrique de Borgonha e D. Teresa, dois séculos mais tarde. O actual porte típico de castelo medieval português deve-se às obras no século XIV, atribuídas a D. Dinis.

Monumento Nacional, pelo Dec. de 27/08/1908 e 16/06/1910.

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sábado, dezembro 04, 2010

Piero di Cosimo (1462-1521)









Vénus e Marte, c.1498








Morte de Prócris, c.1510

Pintor de Florença, filho de um ourives. Ao ver o gosto que o filho tinha pelo desenho e pintura, o pai confiou-o a Cosimo Rosseli, um pintor experiente, que o apadrinhou.
Apreciava a solidão e, empenhado na sua aprendizagem, ficava tão absorto que os seus colegas tinham de constantemente repetir tudo aquilo que lhe queriam dizer.
Cosimo Rosseli apercebeu-se cedo do seu valor e frequentemente entregava-lhe tarefas de responsabilidade. Levou-o mesmo consigo a Roma para decorar a capela Sistina.
Como solitário excêntrico, era por muitos considerado um louco e pouco respeitado por isso. Pintava sem ser por encomenda e nenhuma das suas obras está datada. Em algumas pinturas é notória a influência de Botticelli, mas o seu estilo fantasioso é inconfundível nos seus quadros de temas mitológicos, ricos em pormenores extravagantes, até grotescos, razão pela qual a sua obra era muito apreciada pelos surrealistas.

domingo, novembro 14, 2010

Claustro do Mosteiro de Alcobaça


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ALCOBAÇA (Portugal): Claustro do Capítulo

O claustro do lado oriental, o Claustro do Capítulo, inicia-se no seu lado sul com uma porta de ligação à igreja, através da qual os monges brancos passavam para entrar na igreja, e engloba a sacristia medieval, a Sala do Capítulo, o Parlatório, a escada de acesso ao dormitório e o acesso à Sala dos Monges.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

terça-feira, novembro 02, 2010

Os Moçárabes Portugueses

Normalmente, os árabes conquistadores não impunham o islamismo aos povos que consideravam detentores da revelação divina, a que chamavam «gentes do Livro» (ahl al-Kitâb).


Capitel de pilastra moçarabe pertencente à Igreja de São Frutuoso de Montélios (Braga)

Mediante condições previamente negociadas, os cristãos, os judeus e os zoroastristas podiam continuar a praticar livremente as respectivas religiões.
Os cronistas árabes denominaram os cristãos submetidos por pacto aos muçulmanos mu ahidün (os que assinaram um pacto), ou dimmí-s (tributários).

Com o tempo, na Hispânia muçulmana, o primeiro termo ficou reservado para os cristãos e o segundo para os judeus. Os documentos latinos, castelhanos e portugueses medievais designam-nos por moçárabes, palavra que vem do árabe musta'rab (tornado árabe), para significar os cristãos que, não tendo abdicado da sua fé, aceitaram viver sob o domínio islâmico.

Os moçárabes eram vítimas de muitas vexações discriminatórias. Assim, por exigência dos pactos realizados com os muçulmanos dominadores, eram obrigados:
  • a dar hospedagem gratuita nas suas igrejas e casas, durante três dias e três noites, aos viandantes muçulmanos.
  • Os cristãos não podiam vestir nem calçar como os muçulmanos;
  • tinham de rapar só a parte anterior da cabeça;
  • era-lhes vedado andar de cavalo;
  • podiam deslocar-se apenas de mula ou de burro, desprovidos de selins e de estribos, e viajar com os dois pés pendentes para o mesmo lado do animal;
  • não podiam andar munidos de espada, nem fabricar ou utilizar armas.
Relegados pelos invasores para os meios rurais, os moçárabes viram-se obrigados a trabalhar nas suas antigas terras, mas em proveito dos novos donos, que os oneravam com pesados impostos.
Por exigência da lei alcorânica, eram obrigados a pagar duas espécies de impostos: a jízia ou capitação e o caraje (harâj). A jízia era uma contribuição imposta a cada cristão e devia ser paga no fim de cada mês lunar. O seu quantitativo variava de acordo com as respectivas posses: quarenta e oito dirhems para os ricos, vinte e quatro para a classe média e doze para os que viviam do trabalho manual.
Dela estavam isentos os idosos, as mulheres, as crianças, os inválidos, os pedintes, os doentes, os loucos e os monges.
Com o seu pagamento, era-lhes garantida a liberdade religiosa concedida pelo Alcorão às «gentes do Livro» (ahl al-kitâb).
Apesar dos privilégios a que dava direito, a jízia era um mal a que obrigatoriamente deviam sujeitar-se os cristãos. O próprio ritual do pagamento visava humilhar os contribuintes e induzi-los a renegar a religião cristã. De pé e publicamente, o cristão depositava o imposto nas mãos do recebedor que, por sua vez, o entregava ao senhor, solenemente instalado numa poltrona. Depois, o senhor, seguido normalmente pelos muçulmanos presentes, agarrava o cristão pelo pescoço e exclamava, em tom sarcástico: «o dimmi, inimigo de Alá, paga a jízia».

Fonte: Lavajo, Joaquim Chorão - Islão e cristianismo: entre a tolerância e a guerra santa
In História Religiosa de Portugal, direcção de Carlos Moreira Azevedo