domingo, maio 17, 2009

Fauvismo

Henri Matisse, Retrato com Uma Lista Verde, 1905

O fauvismo foi um movimento iniciado de forma quase espontânea, em que a cor se tornou o objectivo principal do quadro. O nome deve-se à exposição que um pequeno grupo de pintores, liderado por Matisse, realizou em Paris, no Salão de Outono de 1905, em que foram apodados de "Fauves" (feras), como artistas que pintavam de uma forma selvagem.
Os fauvistas transpuseram os seus sentimentos para a cor, utilizando esta de forma pura, directamente do tubo para a tela, prescindindo da paleta. A cor, por vezes, torna-se independente do objecto, uma autêntica força emocional.
Os seus temas são retratos (em que o gosto pela estética das máscaras africanas se encontra presente), naturezas mortas e personagens em interiores. 
Foi um movimento com uma vida muito curta. Os seus membros nunca formaram um grupo coeso e em 1908 já estava completamente desfeito.

André Derain, Ponte de Charing Cross, 1906

Ponte pedonal


Coimbra_Ponte_pedonal
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COIMBRA (Portugal): Ponte pedonal.

terça-feira, maio 05, 2009

sexta-feira, maio 01, 2009

Simbolismo

Paul Gauguin - Arearea (Joyousness) - 1892

O simbolismo começou por ser um movimento literário que elegia a imaginação como a fonte mais importante da criatividade. Em breve perpassou para as artes visuais, reagindo às limitações do mundo da representação do realismo e do impressionismo. Inspirado pela poesia simbolista dos poetas franceses Stéphane Mallarmé, Paul Verlaine e Arthur Rimbaud, os pintores simbolistas, como Gauguin, utilizaram cores emotivas e imagens estilizadas, transportando para a nossa consciência os seus sonhos e estados de espírito e pintando por vezes cenas exóticas e oníricas. Exprimiam ideias e estados de espírito através de símbolos.

Gustave Moreau - Édipo e a Esfinge (1864)

sábado, abril 18, 2009

terça-feira, abril 14, 2009

domingo, março 29, 2009

Os Pré-Rafaelitas

Rosseti - Beata Beatriz (1870)

Em meados do século XIX, um pequeno grupo de jovens artistas ingleses constituído por Rosseti, Holman Hunt e Millais reagiu vigorosamente contra o que considerava ser "a arte frívola da época".
Os seus objectivos eram lutar contra o academismo, os males da sociedade industrial e o convencionalismo da época vitoriana. Procuraram inspiração na natureza e nos mestres anteriores a Rafael, daí o nome do movimento - pré-rafaelita. A sua ambição era devolver a arte inglesa (tal como era) a uma maior "verdade para com a natureza". Admiravam profundamente a simplicidade característica do século XV e essa admiração fez deles uma "irmandade".
A irmandade foi fundada em Londres, em 1848. As iniciais PRB (Pre-Raphaelite Brotherwood) começaram por ser utilizadas no quadro de Rosseti, A Adolescência da Virgem Maria, em 1849, e em breve foram adoptadas pelos outros artistas.
A temática dos seus trabalhos variava entre episódios inspirados na literatura e cenas religiosas. As suas obras, envoltas em poesia, anteciparam movimentos de vanguarda como o simbolismo.
De início foram muito contestados, até pelo crítico John Ruskin (célebre pela defesa de Turner). Este, todavia, vai reconhecer o valor da obra destes artistas e, mais tarde, irá publicar um corajoso artigo em sua defesa no The Times, tornando-se o apoiante mais articulado do movimento.

Sir John Everett Millais - Ofélia (1851-52)


Edward Burne-Jones - Pigmalião e Galateia (1875-78)