terça-feira, fevereiro 24, 2009

Chuva de parafusos


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segunda-feira, fevereiro 23, 2009

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Curiosidades da nossa História...


D. Afonso Henriques visitou o seu mordomo-mor D. Gonçalo de Sousa nas suas terras em Unhão. O dono da casa foi tratar de arranjar comida e, quando voltou, encontrou o rei a fazer amor com a sua mulher. Perante a cena limitou-se a dizer:
- Levantai-vos senhor, a comida já está pronta.
O rei foi comer. Enquanto isso, D. Gonçalo mandou rapar os cabelos à mulher e mandou-a embora para a casa dos pais dela, montada numa burra virada para o rabo do sendeiro. O rei reagiu mal, dizendo:
- D. Gonçalo, por muito menos que isto um vassalo do meu avô cegou sete condes!
D. Gonçalo retorquiu:
-Senhor, cegou-os injustamente e morreu por isso!

Consta que o nosso valente D. Afonso Henriques ficou sem resposta...

Relato do Livro de linhagens do conde D. Pedro

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Torre Eiffel


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PARIS (França): Torre Eiffel.
É uma torre de ferro construída no Campo de Marte ao lado do Rio Sena em Paris. A torre tornou-se um ícone mundial da França é uma das mais conhecidas estruturas do mundo.
(Wikipédia)

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

domingo, janeiro 25, 2009

Recordando crises passadas...

... através de um dos mais impressionantes trechos literários sobre a Grande Depressão:

Os pequenos fazendeiros observam como as dívidas sobem insensivelmente, como o crescer da maré. Cuidaram das árvores sem vender a colheita, podaram e enxertaram e não puderam colher as frutas.
Este pequeno pomar, para o ano que vem, pertencerá a uma grande companhia, pois o proprietário será sufocado por dívidas.
Este parreiral passará a ser propriedade do banco. Apenas os grandes proprietários podem subsistir, visto que também possuem fábricas de conservas.
A podridão alastra por todo o Estado e o cheiro doce torna-se uma grande preocupação nos campos. E o malogro paira sobre o Estado como um grande desgosto.
As raízes das vides e das árvores têm de ser destruídas, para se poderem manter os preços elevados. É isto o mais triste, o mais amargo de tudo. Carradas de laranjas são atiradas para o chão. O pessoal vinha de milhas de distâncias para buscar as frutas, mas agora não lhes é permitido fazê-lo. Não iam comprar laranjas a vinte cents a. dúzia, quando bastava pular do carro e apanhá-las do chão. Homens armados de mangueiras derramam querosene por cima das laranjas e enfurecem-se contra o crime, contra o crime daquela gente que veio à procura das frutas. Um milhão de criaturas com fome, de criaturas que precisam de frutas... e o querosene derramado sobre as faldas das montanhas douradas.
O cheiro da podridão enche o país.
Queimam café como combustível de navios. Queimam o milho para aquecer; o milho dá um lume excelente. Atiram batatas aos rios, colocando guardas ao longo das margens, para evitar que o povo faminto intente pescá-las. Abatem porcos, enterram-nos e deixam a putrescência penetrar na terra.
Há nisto tudo um crime, um crime que ultrapassa o entendimento humano. Há nisto uma tristeza, uma tristeza que o pranto não consegue simbolizar. Há um malogro que opõe barreiras a todos os nossos êxitos; à terra fértil, às filas rectas de árvores, aos troncos vigorosos e às frutas maduras. Crianças atingidas de pelagra têm de morrer porque a laranja não pode deixar de proporcionar lucros. Os médicos legistas devem declarar nas certidões de óbito; "Morte por inanição", porque a comida deve apodrecer, deve, por força, apodrecer.
O povo vem com redes para pescar as batatas no rio, e os guardas impedem-nos. Os homens vêm nos carros ruidosos apanhar as laranjas caídas no chão, mas as laranjas estão untadas de querosene. E ficam imóveis, vendo as batatas passarem flutuando; ouvem os gritos dos porcos abatidos num fosso e cobertos de cal viva; contemplam as montanhas de laranja, rolando num lodaçal putrefacto. Nos olhos dos homens reflecte-se o malogro. Nos olhos dos esfaimados cresce a ira. Na alma do povo, as vinhas da ira crescem e espraiam-se pesadamente, pesadamente amadurecendo para a vindima.

John Steinbeck, As Vinhas da Ira, Edição Livros do Brasil, Lisboa

Portal românico do mosteiro de Bravães


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PONTE DA BARCA (Portugal): Mosteiro de Bravães. A igreja notabiliza-se, sobretudo, pelo «(...) seu portal, voltado a ocidente, constituído por cinco arquivoltas recamadas de motivos figurativos e geométricos, avul­tando, depois, no tímpano, o relevo do Cristo em majestade acolitado por dois anjos. Os colunelos que sustentam as arquivoltas encontram-se, por sua vez, esculpidos de alto a baixo – nos capitéis, nos fustes e nas bases –,sendo de referir pela sua raridade no panorama do nosso românico, as figuras humanas que aparecem em dois fustes, frente a frente.