domingo, janeiro 18, 2009

Varandinhas


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TORRES VEDRAS (Portugal): Varandinhas, na Praia de Santa Cruz.

sexta-feira, janeiro 16, 2009

Denúncias na Inquisição de Lisboa


20 de Setembro de 1533 — António Correia denunciou Duarte Fernandes por não comer toucinho.

23 de Setembro de 1553 — Jorge Pulga, escrivão do cardeal, denun­ciou o padre S. Miguel por dizer que nem o rei nem o cardeal nem mesmo o Papa poderia tirar uma colher de sua casa.

21 de Janeiro de 1554 — Francisco Vaz denunciou o seu irmão Jorge Vaz.

12 de Janeiro de 1554 — Diogo Antunes, estudante dos Jesuítas, disse que foi a casa de um calceteiro e que este tinha na parede uma es­tampa com um santinho com teias de aranha.

18 de Janeiro de 1554 — Catarina Vaz de Abrantes denunciou Nicolau Castanho, cristão-novo, por cuspir no rosto de Nossa Senhora.

23 de Janeiro de 1554 — Com­pareceu Gomes de Leão, que de­nunciou o licenciado António Gon­çalves, que disse que gostava mais de forcas que de crucifixos.

6 de Junho de 1554 — Compare­ceu Paula Gomes, que denunciou o marido, Pedro Gonçalves, que disse que não sabia se havia Cristo.

18 de Junho de 1554 — Compare­ceu o ourives Pedro Rodrigues por ter dito que certas mulheres iam à romaria da Senhora da Luz menos por devoção do que por poucas ver­gonhas.

7 de Setembro de 1554 — Com­pareceu Manuel Gomes, cristão-novo, e denunciou Manuel Fernan­des, algibebe do Porto, por ter dito que aquela romaria não se devia chamar Senhora da Rapa.

1 de Janeiro de 1555 — Gonçalo Fernandes denunciou dois flamen­gos que faziam figas ao Senhor crucificado.

31 de Janeiro de 1555 — Com­pareceu Baltasar Gomes, ourives, que denunciou um flamengo que não tirou o barrete quando passava diante da cruz.

2 de Março de 1555 — Diogo Mar­tins, castelhano, disse que Henrique Soares anda fugido à Inquisição de Sevilha.

9 de Março de 1555 — O padre Luís Neto, capelão da Sé, acusou um inglês chamado Ricardo, que disse que o Papa canonizava os san­tos por dinheiro.

18 de Junho de 1555 — O Sr. Bispo D. André denunciou o estu­dante Pedro de Sousa, que não quis retratar-se das conclusões erradas que defendeu na Universidade de Coimbra. O bispo acha este estu­dante muito inteligente.

9 de Setembro de 1555 —- Joana Teixeira denunciou seu marido, Tomé Cardoso, porque ele casou outra vez.

9 de Setembro de 1555 — João de Paris, relojoeiro francês, denunciou o inglês Marcos, mestre da Nau, que disse que não era preciso rezar aos santos, bastava fazê-lo a Deus.

17 de Setembro de 1556 — Graça Dória denunciou Mécia Vaz por di­zer que no mundo só há nascer e morrer.

21 de Janeiro de 1556 — André Pires, padre de Sarzedas, denunciou António Rodrigues por ter dito que Nossa Senhora era judia.

16 de Fevereiro de 1556 — O je­suíta João Dício acusou o flamen­go Reiner, lapidador de pedras, por ter dito que era mais virtuosa a vida dos casados que a dos reli­giosos.

26 de Março de 1556 — Ascenso Fernandes denunciou Pedro de Loreto, carpinteiro francês, por comer carne à sexta-feira.

22 de Abril de 1556 — Francisco Gonçalves denunciou Rodrigues Ál­vares, escrivão, por vestir aos sábados pelote, calça preta, boas botas e roupão esverdeado, com pesponto de seda e alamares, ao passo que nos dias santos traz só gabão de mangas curtas.

10 de Julho de 1556 — Fernando Afonso denunciou dois hereges de Ponte de Lima, que disseram que a hóstia era apenas pão.

4 de Agosto de 1556 — Francisco Dias denunciou a mulher dizendo que era judia.

11 de Janeiro de 1557 — Gonçalo Pereira denunciou o mouro Cosme de Sesimbra por ter dito que Nossa Senhora não era virgem.

15 de Janeiro de 1557 — Duarte Rodrigues denunciou Grácia Fer­nandes por não querer trabalhar ao sábado.

30 de Abril de 1557 — Manuel Borges denunciou António Gonçal­ves por ter dito que dormir com uma mulher não era mal nenhum.

4 de Agosto de 1557 — O licencia­do Garcia Mendes de Abreu acusou um cristão-novo de dizer, sobre a virgindade de Nossa Senhora, o se­guinte: «Como é que se pode tirar a gema ao ovo sem quebrar?»

30 de Agosto de 1557 — Compare­ceu Catarina Rodrigues, que denun­cia G. Botelho, cristã-nova, por ter tido relações sexuais com o demónio (Nota do senhor inquisidor: «Por não se dar crédito à testemunha, ar­quivou-se o processo».)

29 de Setembro de 1557 — Com­pareceu Gomes de Abreu e disse o seguinte: «Quando há dois anos a nau S. Bento vinha da índia e nau­fragou, deram à Costa do Natal e o denunciante disse "preze a Deus que me leve a terra de cristão para eu morrer lá". E isto foi ouvido por Garcia de Cárceres, mercador de pedreiras, que respondeu: "Para morrer tanto faz cá como lá."»

16 de Outubro de 1557 — O ouri­ves flamengo Hans Van Mustre acu­sou o ourives holandês João Bette por meter uma imagem numa pia com a cabeça para baixo.

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Torre Eiffel


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PARIS (França): A torre Eiffel vista desde o interior do "Muro da Paz", idealizado pela artista Clara Halter e pelo arquitecto Jean-Michel Wilmotte, monumento instalado paradoxalmente no Campo de Marte ("Champ de Mars") em frente à Academia Militar.

terça-feira, dezembro 30, 2008

Ponte Lusitânia


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MÉRIDA (Espanha): Ponte Lusitânia.
A ponte Lusitânia é uma obra do engenheiro Santiago Calatrava Valls, construída a fim de preservar a velha ponte romana sobre o rio Guadiana. Foi uma obra de grande complexidade técnica que utilizou materiais de vanguarda.
O tabuleiro da ponte foi inspirado na cabeça de um touro. A ponte acabou por ser inaugurada em 1991.

sábado, dezembro 06, 2008

Jacob Backer

Autor: Jacob Backer Ano: c.1637

Jacob Backer (1609-1651). O pintor Jacob Adriaensz Backer, contemporâneo de Rembrandt, foi um pintor de sucesso na Idade do Ouro e um dos mais eminentes artistas de Amesterdão nos anos 40 do século XVII. Os seus contemporâneos admiravam-lhe a técnica requintada dos seus retratos.
Esta fama não chegou aos nossos dias e, agora, é quase desconhecido. Desde o século XIX que Rembrandt centrou em si todas as atenções dos amantes de arte e ofuscou praticamente todos os seus contemporâneos.
Durante muito tempo, pensou-se, incorrectamente, que Backer tinha sido aluno de Rembrandt. E embora o seu trabalho, numa fase inicial, tenha traços semelhantes, rapidamente a sua obra reflecte quase o oposto do trabalho de Rembrandt. Ao realismo, Backer apresenta-nos um idealismo, onde é quase impossível reconhecer uma emoção.
É considerado um dos pioneiros do classicismo, em Amesterdão, por causa das suas grandes composições de cores vivas e equilibradas.
Sabe-se que, à semelhança de Rembrandt, trabalhou para o negociante de arte Hendrick Uylenburgh. Tornou-se um pintor da moda, com um prolixo e intenso trabalho. Estão-lhe atribuídas cerca de 140 obras, num período de duas décadas.
Ao contrário de Rembrandt, não teve uma vida atribulada, cheia de dívidas e processos judiciais. Os registos dão-nos uma imagem de Backer como um autêntico cavalheiro, respeitado por todos.
É possível admirar uma grande retrospectiva da sua obra no Rembrandthuis Museum Het, até finais de Fevereiro de 2009.

domingo, novembro 23, 2008

quinta-feira, novembro 20, 2008