domingo, agosto 10, 2008

Praia do Guincho


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TORRES VEDRAS (Portugal): Praia do Guincho, em Santa Cruz.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Livro de Kells


AUTOR: Anónimo
ANO: c.800

Nenhuma tradição artística levou tão longe a perfeição do grafismo geométrico como nas iluminuras celtas. Todas as maiúsculas são tratadas com uma fantasia delirante e nelas estão incluídas cenas figurativas com uma liberdade ilimitada mas, paradoxalmente, controlada. Pela técnica, imaginação e força plástica, o livro de Kells é considerado o supremo representante da arte irlandesa e um dos mais valiosos livros de toda a história da arte.
O historiador de arte alemão Lamprecht descreve da seguinte forma este trabalho: "Há certos motivos simples cujo entrelaçar e conjugar determina o carácter destas decorações. No início há unicamente o ponto, a linha e a fita; mais tarde empregam-se a curva, o círculo, a espiral, o ziguezague e um motivo em forma de S. Na verdade, bem parca riqueza de motivos! Mas que variedade se consegue no seu emprego judicioso! Aqui os motivos correm paralelos, ali entrelaçados, ou entretecidos, ou atados ou entrançados, ou então relacionados num xadrez simétrico de nós e tranças. Assim se envolvem fantasticamente intrincados, em quebra-cabeças que buscam solução, cujas convoluções parecem já procurar-se, já esconder-se, e cujas partes componentes, por assim dizer carregadas de sensibilidade, cativam a vista e os sentidos num movimento cheio de apaixonada vitalidade."
Sem dúvida que os monges da Irlanda sentiam pelos livros um amor invulgar naquela época e o manuscrito com a palavra de Deus era um objecto sagrado cuja beleza visual devia reflectir a importância do conteúdo. Pena foi que esse impulso artístico fosse interrompido pela invasão dos Vikings, que destruíram os centros monásticos irlandeses.

quarta-feira, julho 30, 2008

Catedral de Reims


AUTOR: Jean l'Orbais (planos originais - séc. XIII)
ANO: 1211-1400

Tenho, no que à arquitectura diz respeito, um imenso fascínio pelo gótico. O que é inteiramente racional não satisfaz por completo a minha sensibilidade estética. A arte deve dilatar a mente um pouco para além dos limites da compreensão. A arquitectura gótica é uma arte que alcança os seus efeitos mais transcendentes obedecendo a leis geométricas tão estritas como as que determinam as pirâmides; mas, aqui, a geometria é a servidora da arte e não o contrário. Assim, tenho perante uma catedral gótica aquela sensação de esmagamento, de sentir-me imensamente pequeno, mas com o conforto de saber que estou perante uma obra humana e que o engenho do homem realmente não tem limites. O “Gótico”, assim chamado cinicamente pelos italianos que consideravam este estilo bárbaro, desabrochou na Ilha de França, no século XII. Daqui expandiu-se rapidamente para os países vizinhos, muito pela acção dos monges Cistercienses (os “missionários do gótico”). Estes, procuravam erguer abóbadas cada vez mais altas, sobre paredes bem rasgadas por vãos preenchidos com vitrais, tornando-se autênticos santuários de vidro. Carlos VIII chamou à Catedral de Reims “a mais nobre de todas as igrejas do reino de França” e, sem dúvida, representa o ideal gótico de construção religiosa. A perfeição harmoniosa das suas articulações distingue esta catedral do seu modelo de Chartres; as acentuadas linhas verticais levam-nos o olhar a admirar o impulso ascendente das ogivas (a 38m de altura). No exterior podemos ver como as magníficas esculturas se fundem perfeitamente com os elementos arquitectónicos. A elegância da composição e a riqueza da decoração tornam a fachada de Reims a mais reputada das fachadas góticas.

terça-feira, julho 29, 2008

Palácio Mateus


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VILA REAL (Portugal): Palácio Mateus.

O edifício barroco é da primeira metade do século XVIII. Foi mandado construír por António José Álvares Botelho Mourão, terceiro morgado de Mateus. O projecto é atribuído ao arquitecto italiano Nicolau Nasoni.

terça-feira, julho 15, 2008

domingo, julho 13, 2008

A Tempestade

Giorgione (c. 1508)

Este é talvez um dos quadros mais misteriosos de toda a história de arte. Ninguém até agora conseguiu identificar o tema desta pintura, embora tenham sido apresentadas muitas teorias. Em 1530 este quadro foi descrito como «Paisagem em tela com tempestade, ciganas e soldado». Alguns especialistas sugerem que em vez da cigana teremos a Virgem Maria com o menino. Mas, a ser assim, como explicar a sua nudez? Outros, aventam que se trata de uma alegoria pastoril, com a tempestade ao fundo representando a Fortuna, sempre imprevisível e incerta… Uma análise do quadro através de raios X mostra que a figura do soldado, ou pastor, foi pintada por cima de outra figura feminina despida, o que contribui para adensar mais o mistério. Toda a pintura está embrenhada de elementos de forte simbologia: a cegonha, a serpente, os pilares quebrados (referência a Sansão e à sua força), etc. O autor do quadro, Giorgione, teve uma existência muito curta. Morreu aos 32 anos, com a peste que regularmente assolava a cidade de Veneza pelo Verão. Todavia, apesar de poucos quadros lhe serem inegavelmente imputados (apenas cinco!), granjeou uma fama inolvidável. Esta pequena pintura “A Tempestade” inaugurou de forma revolucionária a chamada pintura de paisagem. O espantoso cenário não constitui apenas um fundo onde se movimentam as personagens. A paisagem tem existência própria e a luz está impregnada do tom sobrenatural que caracteriza uma tempestade.

sexta-feira, julho 11, 2008

Catedral de Santander


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SANTANDER (Espanha): Catedral de Santander. A actual Catedral (Catedral de Nossa Senhora de Assunção) está formada por duas igrejas sobrepostas de estilo gótico. A inferior foi construída no primeiro terço do século XIII e a outra nos restantes anos do mesmo século. Grande parte teve de ser reconstruída depois do grande incêndio de 1941.