segunda-feira, setembro 13, 2004

O Homem na Lua


Adoro teorias de conspiração!
Muito se tem falado sobre a possibilidade da ida do Homem à Lua não ter passado de uma enorme fraude. Inúmeros 'sites' dedicam-se à análise das imagens existentes do feito para as desmontarem e provarem a sua falsidade.
Chegou-me, por e-mail, uma na nossa língua (versão brasileira).

Leiam com atenção!

domingo, setembro 12, 2004

Elephant


Inspirado no massacre de Columbine, este inquietante filme de Gus Van Sant mostra-nos, de uma forma 'voyeurista', a vacuidade das vidas dos adolescentes e as consequências trágicas que por vezes origina.
Este tipo de acontecimentos, em que um jovem ou pequeno grupo de jovens resolve divertir-se matando a eito quem lhe apareça pela frente, só é possível na completa anarquia em que se transformou a hierarquização de valores das novas gerações.
Se juntarmos a tudo isto a facilidade de adquirir armas (nos EUA) e de levar a cabo as intenções mais sinistras, temos a combinação explosiva para que aconteçam este tipo de fenómenos.
A tentativa de colar a tragédia à humilhação e à desintegração que os autores do massacre tinham dentro da escola, parece-me demasiado simplista. Excluídos sempre houve no terrível meio escolar que compreende estas faixas etárias, mas não é por acaso que este tipo de reacção se registou apenas nos últimos anos.

sexta-feira, setembro 10, 2004

Manter um diário faz mal à saúde


Segundo a "New Scientist", manter um diário faz mal à saúde. Dores de cabeça, problemas digestivos e até desajustamentos sociais são mais frequentes naqueles que mantém com regularidade um diário.
Assim, caros 'bloguistas', nada de grandes entusiasmos com o vosso blog :)

quinta-feira, setembro 09, 2004

Crash no deserto


Todos aqueles que se interessam pela exploração espacial seguiram com interesse e emoção a recolha 'holliwoodesca' da cápsula que trazia uns microgramas de vento solar.
Tudo correu mal à última hora e esta, em vez de ser recolhida com todo o aparato digno das maiores produções da meca do cinema, espatifou-se no deserto.
Esperemos que ainda se aproveite alguma coisa...
É bem triste perder nos últimos minutos todo o resultado de uma missão que já durava há três anos.

quinta-feira, agosto 05, 2004

Spider-Man (2)


Foi algo relutantemente que me deixei convencer pelo meu filho de oito anos a acompanhá-lo ao cinema para ver o mais recente filme do “Spider-Man”.
A experiência do primeiro foi desagradável. Tudo me pareceu mau, desde o actor principal (aparvalhado até mais não) até à infantibilidade do argumento. Enfim, respirei de alívio quando o filme acabou, fazendo juras que não repetiria a experiência.
Lembrando-me do sucedido, não queria de modo algum aceitar a sugestão de assistir a uma segunda dose do mesmo. Contudo, tentando eu desviar o petiz para um outro filme que não me enfadasse tanto, só encontrei como alternativa o “Harry Potter”. Aí a escolha estava feita, se há coisa que abomino é essa paupérrima criação, tanto em livro como em filme, que dá pelo nome de “Harry Potter”.
Assim, lá fomos ver o “Spider-Man” e, confesso, tive de engolir todos os argumentos negativos que tinha estabelecido a priori sobre o filme. A história muito mais humana e intimista, um toque de esquizofrenia e a espectacularidade dos efeitos especiais, tornaram aquelas duas horas um momento bem passado e quase que esqueci que algum dia tinha detestado o Tobey Maguire.
Enfim, a todos os pais que se encontram a resistir à tentação, deixem-se levar. O filme vale mesmo a pena!

sexta-feira, julho 09, 2004

Vermeer de Delft (1632-1675)


Nos Países Baixos, no séc. XVII, contrariamente ao que sucedia na Itália, França, ou mesmo na vizinha Flandres, os pintores não recebiam encomendas para as igrejas (devido ao protestantismo) e raramente trabalhavam para os palácios. Aquilo que se encomendava, com alguma frequência, eram os retratos. Daí que grande parte das obras de pintura holandesa, deste período, sejam retratos.
Vermeer não é excepção e praticamente todos os 36 quadros conhecidos do pintor sejam isso mesmo – retratos.
É assim um retrato o quadro recentemente leiloado deste autor pelo valor astronómico de 24,4 milhões de euros. Este valor é tanto mais astronómico dada a pequenez do quadro (sensivelmente do tamanho de uma simples folha A4), a incerteza em que esteve envolvido quanto à autoria e o tema “Jovem Sentada ao Virginal” já recorrente.
Vermeer, que durante muito tempo foi um pintor quase anónimo – o seu nome era comum na época e há vários pintores Vermeer neste período – foi descoberto pelo crítico francês Thoré Bürger, em 1866. A partir daí, o seu legado ganhou relevância e influenciou alguns artistas do século XX.

domingo, julho 04, 2004

Chanceler Rolin



Nicolas Rolin(1376?-1462), nasceu numa família burguesa. Através da tenacidade e da astúcia tornou-se Chanceler do Duque da Borgonha, Filipe o Bom. Foi um homem extremamente rico e influente, que se manteve no cargo durante mais de quarenta anos. É este homem poderoso que Jan van Eyck, o pintor da corte, retrata neste quadro.
A importância da personagem vê-se na altivez da figura, representada de joelhos, mas à mesma altura da Virgem. Na riqueza do vestuário e luxo do palácio.
O rosto é o de um homem implacável (acusado de vender Joana d'Arc aos ingleses) que tudo fazia para propiciar ao Duque o luxo que tanto apreciava, sobrecarregando de impostos os camponeses e esmagando as revoltas.
Para além deste espantoso retrato psicológico, típico da pintura flamenga, poderemos admirar, neste pequeno quadro, a paisagem urbana que se vê pela janela. Destaca-se a ponte, a catedral gótica, os vinhedos e o pulsar de todo um universo que dali se pode avistar, já que esta cidade não representa, em concreto, qualquer cidade conhecida.
Para se admirar com pormenor esta obra-prima, exposta no Louvre, basta clicar na imagem para a ampliar.

domingo, maio 23, 2004

Aquiles

Ainda não fui ver (nem sei se irei) o filme “Tróia”. Porém, a saída do filme lembrou-me de chamar a atenção para determinados símbolos que aparecem nas pinturas e que nos permitem identificar e compreender melhor as obras-primas da arte ocidental.
Saiu, muito recentemente, um pequeno livro, da Editorial Estampa - “Guia do Apreciador de Pintura” de Marcus Lodwick -, que faz uma análise extremamente interessante a este aspecto, por vezes negligenciado até por historiadores de arte.

Penso que toda a gente conhece, em traços largos, a história de Aquiles. Era filho da ninfa do mar Tétis e do mortal Peleu. A sua mãe tentou torná-lo imortal e invulnerável. Para conseguir a invulnerabilidade, mergulhou-o no rio Estige, no Hades, enquanto o segurava pelo calcanhar, que se veio a converter no seu único ponto fraco. Aquiles foi educado pelo centauro Quíron. Tornou-se um formidável guerreiro e as suas proezas na guerra de Troia são descritas na Ilíada de Homero. Acabaria por morrer quando Páris o atingiu com uma seta envenenada no seu calcanhar.
Aquiles costuma ser representado com os atributos de guerreiro - armas e armaduras; carro; parelha de cavalos; arco e lira.
No quadro de Jean-Baptiste Regnault “A Educação de Aquiles pelo Centauro Quíron”, exposto no Louvre, o jovem guerreiro está a ser ensinado a manejar o arco pelo sábio Quíron. O leão morto simboliza a intrepidez e a dieta alimentar de Aquiles (das vísceras do animal), a lira, no chão, mostra que a música foi também uma das artes ensinada por Quíron.
O quadro poderá ser visto com pormenor aqui!

quinta-feira, maio 20, 2004

A Guerra


Intriga-me o que move Pacheco Pereira a defender tenazmente a guerra do seu amigo G. Bush!?
À medida que o desastre da intervenção americana no Iraque se torna por demais evidente e incomodamente indefensável, à luz de todos os princípios civilizacionais e humanitários, Pacheco Pereira defende 'olimpiamente' a mesma, de uma forma confrangedora e patética...

Porquê Pacheco Pereira?

quinta-feira, maio 13, 2004

Para onde vais xadrez!

O Xadrez é, sem margem para dúvidas, a actividade desportiva (será que é um desporto?) que sigo com maior interesse.
Infelizmente, desde há alguns anos, o Xadrez tornou-se mais uma actividade circense, de exibição, que propriamente uma actividade desportiva, com um quadro competitivo definido. Ninguém sabe hoje, por exemplo, quem é o Campeão do Mundo da modalidade, o que diz bem do descrédito e do progressivo apagamento do interesse e respeito pelo nobre jogo.
Há dias encontrei um texto na Lusoxadrez que espelha bem o desânimo que atravessam os amantes saudosos dos encontros dramáticos que envolviam o Ocidente contra o Leste (Fischer/Spassky), o homem do aparelho soviético contra o dissidente (Karpov/Kortchnoi) e ainda o homem do velho regime, já decadente, e o homem novo da Perestroika (Karpov/Kasparov)!


De: "replicant_pt"
Data: Ter Mai 11, 2004 4:09 pm
Assunto: Para onde vais Xadrez!

Quando leio sobre as trapalhadas do próximo campeonato FIDE, da reunificação e fórmula para se encontrar, de forma credível, um novo Campeão do Mundo, que se possa orgulhar do seu título, recordo com nostalgia todo o ciclo que no passado nos fazia seguir atentamente os zonais, interzonais e torneios de candidatos até se chegar ao apuramento do 'challenger' do Campeão do Mundo.
Nessa altura, o xadrez, apesar da sua conotação com o mundo soviético, quebrada esporádicamente por génios como Fischer, era uma modalidade respeitada e em que todos os participantes tinham objectivos bem definidos para a sua carreira.
Agora, está-se perante um enorme vazio. A presidir à FIDE está uma figura inenarrável que não trouxe mais ao xadrez que os obscuros patrocínios de eventos, que nem mediáticos conseguiram ser.
Os jogadores de elite, numa cegueira que a longo prazo lhes sairá cara, preocupam-se com os cifrões, desde que lhes garantam a permanência nos ainda chorudos torneios de elite. A prazo, os grandes patrocínios serão mais difíceis de conseguir, pois a falta de um ciclo regular de competição afasta o xadrez dos media, das massas e da chama que o poderia alimentar.