
Nicolas Rolin(1376?-1462), nasceu numa família burguesa. Através da tenacidade e da astúcia tornou-se Chanceler do Duque da Borgonha, Filipe o Bom. Foi um homem extremamente rico e influente, que se manteve no cargo durante mais de quarenta anos. É este homem poderoso que Jan van Eyck, o pintor da corte, retrata neste quadro.
A importância da personagem vê-se na altivez da figura, representada de joelhos, mas à mesma altura da Virgem. Na riqueza do vestuário e luxo do palácio.
O rosto é o de um homem implacável (acusado de vender Joana d'Arc aos ingleses) que tudo fazia para propiciar ao Duque o luxo que tanto apreciava, sobrecarregando de impostos os camponeses e esmagando as revoltas.
Para além deste espantoso retrato psicológico, típico da pintura flamenga, poderemos admirar, neste pequeno quadro, a paisagem urbana que se vê pela janela. Destaca-se a ponte, a catedral gótica, os vinhedos e o pulsar de todo um universo que dali se pode avistar, já que esta cidade não representa, em concreto, qualquer cidade conhecida.
Para se admirar com pormenor esta obra-prima, exposta no Louvre, basta clicar na imagem para a ampliar.
Ainda não fui ver (nem sei se irei) o filme “Tróia”. Porém, a saída do filme lembrou-me de chamar a atenção para determinados símbolos que aparecem nas pinturas e que nos permitem identificar e compreender melhor as obras-primas da arte ocidental.
Depois de ler o excelente livro de Philip Roth “A Mancha Humana”, resolvi desanuviar um pouco e embrenhar-me no best-seller do momento, que versava assuntos que sempre exerceram algum fascínio sobre mim – os Templários, as sociedades secretas, enfim, o hermetismo em geral.
Foi inaugurado um servidor de xadrez em português em